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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Técnica de Corrida em Trail Running

 

O trail running é uma modalidade que difere da corrida em vários aspetos. O modo como lidar com as subidas e descidas é um dos fatores mais cruciais, envolvendo um trabalho de adaptação e novas percepções. De acordo com Bruno Calvetti, do site webtreino.com, algumas técnicas poderão ajudar a melhor os rendimentos  

Em Subida

Em colinas, o ideal é manter um ESFORÇO uniforme, equivalente ao seu grau de esforço no plano e sustentável ao longo de toda a subida. Nas montanhas, ao extrapolar esse limite há o risco de queimar todas as suas energias, podendo não se recuperar mais tarde. Por isso, muitos corredores que tentam manter ritmos precisos nas montanhas, ao invés de se preocuparem somente com o esforço, acabam fazendo com que a respiração e a frequência cardíaca aumentem e sofrem as consequências alguns kms mais à frente.

 

Por isso, é essencial fazer treinos longos em colinas e locais com grande variação de altimetria. Assim, além de melhorar sua força e resistência, você ainda irá desenvolver a capacidade de identificar os seus graus de esforço para vencer as subidas. Segmentos com mais de 10 minutos de ascensão são ideais para isso. É fundamental esquecer os ritmos que se fazem no plano. Não importa o quão lento se está indo; preste atenção ao seu coração, respiração e força, e tudo dará certo.


Em Descida


O calcanhar de Aquiles para muitos atletas...

Para alguns atletas é até assustador ver como os corredores mais experientes e mais evoluídos tecnicamente descem as montanhas em ritmos muito fortes. È fundamental muito treino e força. Praticando,  irá desenvolver-se as técnicas necessárias para descer mais rápido e com segurança.

 

Um bom trabalho de fortalecimento do Core, joelhos e tornozelos é essencial. A partir disso, uma boa forma de descer mais rápido é usar a gravidade a seu favo. Começar com passos mais rápidos e segmentos curtos e ir aumentando as distâncias quando estiver mais acostumado. Manter os braços relativamente abertos, para aumentar o equilíbrio, encurte e acelere os passos e concentre-se no caminho, são regras fundamentais.

 

Carlos Oliveira

Fonte: http://www.webtreino.com.br/dicas-para-subir-e-descer-melhor-no-trail-running/

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

A RELAÇÃO ENTRE AS PATOLOGIAS NOS JOELHOS E O CICLISMO

 

Deixo este interessante artigo do dr. Benjamim Carvalho, médico, especialista em ciclismo, sobre as patologias nos joelhos e a prática do ciclismo.

Quem conhece o dr. Benjamim Carvalho, e o acompanha, sabe que a sua liguagem é frontal e pouco floreada...

NO CICLISMO SÃO FREQUENTES OS PROBLEMAS NOS JOELHOS ( como gerir o problema?...)
São estranhos e por vezes assustadores os termos associados à patologia dos joelhos no ciclismo: condromalacia, síndrome da pelicula sinovial, tendinite patelar, síndrome da banda iliotibial, pata de ganso….
Será o ciclismo mau para o joelho?
NÃO!
Pelo contrário, o ciclismo é aconselhado para recuperação dessas patologias.
Os joelhos doentes necessitam de movimento.
Quando não podemos correr, andar… podemos certamente pedalar.
Não quer dizer que não haja patologia do joelho associada ao ciclismo.
A uma cadencia de 90 rpm, um ciclista faz 5400 revoluções por hora e e 1 500 000 se fizer 7000 km ano.
Isto seguramente leva a algum desgaste das cartilagens, tendões e ligamentos.
O mal não está na pedalada mas no modo como ela é executada.
O joelho ao funcionar como um piston que sob e desce em movimento linear. Ao mesmo tempo rola, deslisa e roda em vários planos durante cada pedalada.
A perna está fixa em baixo pelo pé ,ligado ao pedal, de maneira mais ou menos rígida. Superiormente está ligada por osso e ligamentos fortes ao osso da bacia. O joelho move-se entre estes dois pontos e se não é acomodado em posição correta irá seguramente entrar em sofrimento.
Curiosamente os ciclistas de estrada sofrem mais ,do joelho, que os ciclistas de BTT apesar de estes utilizarem cadencias mais baixas e momentos de explosão mais frequentes. A explicação é que estes estão constantemente a mudar de posição contrariamente ao ciclista de estrada.
Verifica-se , também, que certas patologias nomeadamente a bursite iliotibial, surgiram após o surgimento do pedal de encache mais ou menos fixo. Daí a utilidade em utilizar cleats com mobilidade adequada.
Poderia enunciar uma série de princípios gerais e formulas para melhor prevenção conforme o estilo, o tamanho do pé, etc…mas para isso e para quem faz ciclismo com frequência o melhor é procurar alguém entendido em "dynamic bike fit"…
Contudo há princípios que nunca fizeram mal a ninguém:
Proteger os joelhos em tempo frio, bom aquecimento, aumentar a quilometragem gradualmente, não utilizar roda fixa, não moer demasiado a subir levantando várias vezes se necessário quando a cadencia baixa, se usar elementos de ortótica usar os mais adequados, não usar sistemas pedal/cleats fixos.
Fora da bicicleta ter cuidado na execução de squats, corrida a descer e ter cuidado com os ângulos de execução das cargas em ginásio dado o stress rotuliano.
Se a dor persistir consultar um médico experiente em lesões desportivas. As patologias necessitam de observação presencial. Os conselhos por telefone ou outos não passam de palpites.
João Carlos Bernardino, Fernando Teixeira e 258 outras pessoas
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

REDEFINIR O IMPOSSÍVEL; A PAIXÃO TRANSPÕE MONTANHAS

Porque  Viver o Desporto nos permite alcançar o impossível, mover montanhas, trago-vos a história do Nuno Ribeiro, um exemplo de força, de coragem, que deve ser transmitida a todos. O Nuno nasceu com Paralisia Cerebral e, junto com a sua família, provou que com força e determinação conseguimos alcançar muitos dos nossos sonhos.
Nascer com uma deficiência, ou passar a tê-la em qualquer fase da nossa vida, é um facto que devemos ter sempre presente. Se for esse o nosso destino, ou de um nosso familiar ou amigo, vamos à luta, não nos resignemos!
Felizmente o Nuno Ribeiro quis, mas também teve a possibilidade de lutar. Muitos querem, mas não conseguem, pois são pouco apoiados e os tratamentos são dispendiosos. Temos de deixar de ser apáticos e pressionar quem nos governa. As intervençoes precoces são fundamentais e, na maioria das vezes, acabam por não acontecer... 

Deixo-vos com a história do Nuno.
Obrigado pelo teu testemunho…

O meu nome é Nuno Ribeiro, tenho 27 anos e sou do Barreiro
Nasci a 28 de Agosto de 1990 se calhar, quem sabe, com o objetivo de mudar mentalidades e de demonstrar que a palavra impossível não deveria existir no dicionário do ser humano!
Nasci com Paralisia Cerebral, deficiência relacionada com o Sistema Nervoso Central.
Quando me perguntam o que é, não sei a melhor forma de explicar, de forma a que as pessoas entendam, por isso digo que o cérebro não envia os comandos corretos para o corpo, daí eu ter problemas de equilíbrio e deslocar-me com “este andar desengonçado”.
Desde que nasci, todos os médicos disseram aos meus pais que eu nunca iria andar!
Foi então que conhecemos a Associação NÓS - Associação de Pais e Técnicos para a Integração do Deficiente, que tem como objetivo promover a inclusão social de pessoas com deficiência ou em situação de risco e/ou desvantagem social.

Nesta associação foi dito aos meus pais que havia uma fisioterapeuta, a quem eles poderiam pedir mais uma opinião!
Depois de já terem ouvido tanto, não perdiam nada por saber mais uma opinião.
Após uma avaliação a fisioterapeuta disse aos meus pais que eu tinha tudo para andar e que iria andar!
Comecei a andar apenas com cerca de 7 anos de idade, depois de fazer a minha primeira cirurgia, para alongamento de tendões, até então só me equilibrava agarrado a alguém ou a alguma coisa.
Era uma cirurgia inovadora em Portugal, ainda tinham sido realizadas poucas cirurgias com esta técnica por isso os médicos não sabiam qual seria o resultado final em mim!
A cirurgia foi um sucesso, mas os médicos disseram aos meus pais que podia ser necessário repeti-la mais tarde, na adolescência devido ao crescimento!
Após um longo processo de recuperação comecei a caminhar sozinho sem ser necessário apoio de ninguém!
Avancemos até aos meus 16/17 anos, fase da adolescência, em que damos um pulo grande em termos de crescimento!
Foi necessária nova cirurgia, uma vez que os tendões, não acompanharam o crescimento e foi necessário novo alongamento dos mesmos.
Esta cirurgia foi dividida em 3 fases! E acabou em mais um sucesso!
Depois de finalizado novo processo de recuperação, e já cansado de tantos anos de fisioterapia, resolvi entrar para um ginásio.
Por ser um ambiente novo para mim foi necessário optar por ter Personal Trainer, seria a melhor forma de me ambientar e evoluir ainda mais!
Se a minha vida tinha mudado até aqui, iria mudar mais ainda...
Num dos treinos, perguntei-lhe se ele dava Aulas de Grupo e se sim quais eram!
Ele disse que dava Cycling! Perguntei lhe o que era, e ele explicou-me!
Nesse momento, após a explicação, essa modalidade despertou-me interesse, ainda sem ter experimentado.
Quando lhe pergunto se teria condições para a praticar ele disse-me que se calhar seria difícil...
Mas eu gosto de ir a favor do que dizem ser difícil ou impossível por isso fui experimentar!
Desde essa primeira aula que a paixão nunca mais desapareceu!
Passaram 4 anos e ser só aluno para mim não chegava, queria mais, queria ser instrutor!
Foi então, que me foi apresentado, o Master Instrutor de Spinning® Pedro Maia, que já tinha dado formação a outras pessoas também com algum tipo de limitação.
Após uma “avaliação” para ver a viabilidade de eu tirar ou não a Formação para leccionar classes de Spinning®, propôs-me que eu fizesse a Formação e nessa altura reavaliar a possibilidade de uma carreira como instrutor.
Inscrevi-me na formação e felizmente conclui-a com sucesso!
Ter recebido o certificado de instrutor, foi ainda mais uma lufada de dar ar fresco na minha motivação, pois consegui-me superar, em algo que nunca pensei ser possivel!
Concluo, deixando a mensagem, que quando quiserem dizer que é impossível, substituam o impossível por possível!


Nuno Ribeiro