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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

REDEFINIR O IMPOSSÍVEL; A PAIXÃO TRANSPÕE MONTANHAS

Porque  Viver o Desporto nos permite alcançar o impossível, mover montanhas, trago-vos a história do Nuno Ribeiro, um exemplo de força, de coragem, que deve ser transmitida a todos. O Nuno nasceu com Paralisia Cerebral e, junto com a sua família, provou que com força e determinação conseguimos alcançar muitos dos nossos sonhos.
Nascer com uma deficiência, ou passar a tê-la em qualquer fase da nossa vida, é um facto que devemos ter sempre presente. Se for esse o nosso destino, ou de um nosso familiar ou amigo, vamos à luta, não nos resignemos!
Felizmente o Nuno Ribeiro quis, mas também teve a possibilidade de lutar. Muitos querem, mas não conseguem, pois são pouco apoiados e os tratamentos são dispendiosos. Temos de deixar de ser apáticos e pressionar quem nos governa. As intervençoes precoces são fundamentais e, na maioria das vezes, acabam por não acontecer... 

Deixo-vos com a história do Nuno.
Obrigado pelo teu testemunho…

O meu nome é Nuno Ribeiro, tenho 27 anos e sou do Barreiro
Nasci a 28 de Agosto de 1990 se calhar, quem sabe, com o objetivo de mudar mentalidades e de demonstrar que a palavra impossível não deveria existir no dicionário do ser humano!
Nasci com Paralisia Cerebral, deficiência relacionada com o Sistema Nervoso Central.
Quando me perguntam o que é, não sei a melhor forma de explicar, de forma a que as pessoas entendam, por isso digo que o cérebro não envia os comandos corretos para o corpo, daí eu ter problemas de equilíbrio e deslocar-me com “este andar desengonçado”.
Desde que nasci, todos os médicos disseram aos meus pais que eu nunca iria andar!
Foi então que conhecemos a Associação NÓS - Associação de Pais e Técnicos para a Integração do Deficiente, que tem como objetivo promover a inclusão social de pessoas com deficiência ou em situação de risco e/ou desvantagem social.

Nesta associação foi dito aos meus pais que havia uma fisioterapeuta, a quem eles poderiam pedir mais uma opinião!
Depois de já terem ouvido tanto, não perdiam nada por saber mais uma opinião.
Após uma avaliação a fisioterapeuta disse aos meus pais que eu tinha tudo para andar e que iria andar!
Comecei a andar apenas com cerca de 7 anos de idade, depois de fazer a minha primeira cirurgia, para alongamento de tendões, até então só me equilibrava agarrado a alguém ou a alguma coisa.
Era uma cirurgia inovadora em Portugal, ainda tinham sido realizadas poucas cirurgias com esta técnica por isso os médicos não sabiam qual seria o resultado final em mim!
A cirurgia foi um sucesso, mas os médicos disseram aos meus pais que podia ser necessário repeti-la mais tarde, na adolescência devido ao crescimento!
Após um longo processo de recuperação comecei a caminhar sozinho sem ser necessário apoio de ninguém!
Avancemos até aos meus 16/17 anos, fase da adolescência, em que damos um pulo grande em termos de crescimento!
Foi necessária nova cirurgia, uma vez que os tendões, não acompanharam o crescimento e foi necessário novo alongamento dos mesmos.
Esta cirurgia foi dividida em 3 fases! E acabou em mais um sucesso!
Depois de finalizado novo processo de recuperação, e já cansado de tantos anos de fisioterapia, resolvi entrar para um ginásio.
Por ser um ambiente novo para mim foi necessário optar por ter Personal Trainer, seria a melhor forma de me ambientar e evoluir ainda mais!
Se a minha vida tinha mudado até aqui, iria mudar mais ainda...
Num dos treinos, perguntei-lhe se ele dava Aulas de Grupo e se sim quais eram!
Ele disse que dava Cycling! Perguntei lhe o que era, e ele explicou-me!
Nesse momento, após a explicação, essa modalidade despertou-me interesse, ainda sem ter experimentado.
Quando lhe pergunto se teria condições para a praticar ele disse-me que se calhar seria difícil...
Mas eu gosto de ir a favor do que dizem ser difícil ou impossível por isso fui experimentar!
Desde essa primeira aula que a paixão nunca mais desapareceu!
Passaram 4 anos e ser só aluno para mim não chegava, queria mais, queria ser instrutor!
Foi então, que me foi apresentado, o Master Instrutor de Spinning® Pedro Maia, que já tinha dado formação a outras pessoas também com algum tipo de limitação.
Após uma “avaliação” para ver a viabilidade de eu tirar ou não a Formação para leccionar classes de Spinning®, propôs-me que eu fizesse a Formação e nessa altura reavaliar a possibilidade de uma carreira como instrutor.
Inscrevi-me na formação e felizmente conclui-a com sucesso!
Ter recebido o certificado de instrutor, foi ainda mais uma lufada de dar ar fresco na minha motivação, pois consegui-me superar, em algo que nunca pensei ser possivel!
Concluo, deixando a mensagem, que quando quiserem dizer que é impossível, substituam o impossível por possível!


Nuno Ribeiro

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Sporting Campeão Europeu de Corta Mato




O Atletismo Português está novamente em grande destaque. Este domingo, dia 4 de fevereiro, o Sporting Clube de Portugal fez a dobradinha, sagrando-se Campeão Europeu de corta-mato Masculino e Feminino em prova realizada em Mira, conhecida localidade balnear, no distrito de Coimbra.
Na prova feminina, a equipa do Sporting pontuou com as seguintes atletas: Jessica Augusto com um fantástico 2.º lugar, Sara Moreira 5.ª classificada, Inês Monteiro 7.ª classificada e fechou a equipa  Svetlana Kudzelich, no 8.º lugar.
A equipa do Sporting venceu com 22 pontos, seguida da equipa do Bilbao Atletismo Santutxo, com 31 pontos, enquanto o terceiro posto foi para as turcas de Bursa Buyuksehir, com 55 pontos.
No setor Masculino, o Sporting conseguiu a vitória coletiva e Individual. Na vertente individual o queniano Davis Kiplangat venceu com 20 segundos de vantagem sobre o 2.º classificado.
Para além de Davis Kiplangat, pontuaram para a equipa Rui Pedro Silva, no 6.º lugar, Rui Teixeira em 7.º lugar, Licínio Pimentel em 11.º lugar. Em segundo lugar coletivo ficou a equipa do Olympic Essenbeek, com 40 pontos e em terceiros os Espanhóis do Atletismo Bikila, com 74 pontos.

Parabéns ao Sporting pela grande aposta no atletismo nos últimos anos e parabéns ao atletismo português e seus atletas. Apesar do Sporting contar com alguns atletas estrangeiros nas suas fileiras, a maioria são nacionais, mostrando que, apesar de tantas dificuldades, ainda somos dos melhores da europa.
Carlos Oliveira



segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Maratona vs Ultra Maratona - Qual a mais difícil?

O Trail Running, enquanto modalidade desportiva está a superar todas as expectativas, quer no que respeita ao número de praticantes, quer na envolvência competitiva.
Os exageros começam a fazer parte das corridas e, infelizmente, até os casos de toma de substâncias proibidas já fazem parte de um desporto que deveria ser de desfrutar da montanha e dos seus trilhos. São já uma minoria aqueles que vão para desfrutar das paisagens…
Os ultra-trails são já quase obrigatórios nos eventos organizados, e já temos muitas provas Portugal  em que as distâncias são superiores a 100kms. O mesmo se passa no resto do mundo.

Fazer um Ultra Trail de 3 dígitos é uma superação e marca a vida de quem o faz. Não tenho a menor dúvida que é assim, vê-se a alegria de quem é finisher nessas provas. Mas, até aqui há os exageros… Ser ultra de 3 dígitos, com 5.000 de desnível é uma grande façanha, mas não é ser REI do atletismo e das provas de dificuldade, sejam físicas ou mentais… nem vou comparar com provas de Trail Running por etapas, por provas de Ciclismo por etapas em alta montanha ou com um Iron Man. Vou só comparar com a MARATONA.


100Kms em montanha  vs Maratona – Qual a mais difícil?
Antes de tirarem conclusões precipitadas, deixo só aqui algumas observações:
- Isto é comparar o incomparável, mas já presenciei em várias provas esta conversa (daí este artigo);
-  quando refiro concluir uma maratona é fazê-lo a correr a um ritmo considerável ( já falarei disso).
- Maratonista e Ultra Maratonista são atletas muito distintos em todos os níveis.

Vamos então às comparações…
Se para um atleta de montanha fazer os 3 dígitos é a superação, para um maratonista, considero como superação fazer abaixo de 2:45h. Tempos entre as 2:45h e 3h são bons e implicam já um bom treino. Tempos superiores a 3 horas são possíveis para a maioria… basta ter um treino regular de 3 vezes por semana.
Atenção que um atleta que faça 2:45h perde mais de 1 minuto ao Km em relação ao record do mundo….
A pergunta que vos faço é a seguinte?
Se hoje decidissem superar-se e, programar para  2018 fazer os MIUT, com os seus 115kms e os seus 7200D+, ou uma maratona abaixo de 2h45m, qual consideram o objetivo mais fácil de atingir?
Na minha opinião, é mais fácil ser finisher no MIUT: quer na dificuldade da prova em si (devido às 30 horas para o fazer), quer na preparação para a mesma… Volume de treino, fortalecimento muscular, boa alimentação… mas é perfeitamente possível, muitas vezes apenas com disciplina, realizado por atletas que começaram a correr depois dos 30 anos!
 Já realizar uma maratona abaixo de 2:45h implica muito volume de treino, muita intensidade de treino, também muita disciplina e grande capacidade de adaptação de sofrimento do corpo durante quase 3 horas com frequências cardíacas altas (muitas vezes perto dos 90%).

Para concluir, deixo a comparação dos resultados de 2017 entre duas das maiores provas Mundias: MIUT e Maratona de Paris

MIUT 115:
Participantes: 780
Finishers:590
Maratona de Paris:
Participantes: 42.000
Finishers: 41.600
Abaixo de 2:45h – 218 atletas!!!!

Nunca fiz nem o MIUT, nem nenhuma Maratona, pois já não tenho joelhos para grandes distâncias, nem paciência e vontade para esses treinos… Comecei o atletismo aos 11 anos e fiz até aos 22 ou 23, sem grandes treinadores, sem grande disciplina…  Quando terminei, fazia meias maratonas na casa da 1:21h (penso ser o meu melhor registo). Agora que regressei, mais pesado, já veterano, faço três treinos semanais e  no ano passado diz duas meias maratonas, com os tempos 1:24h e 1:26h. Objetivo pouco difícil de alacançar.  O problema é tirar 4 minutos a uma meia maratona e depois duplicar a distância… muito trabalho, muito sofrimento, muito risco de lesões… como se pode ver no resultado de Paris, para poucos…

Carlos Oliveira



sexta-feira, 16 de junho de 2017

Milheirais, Espigueiros, Moinhos... O milho, a farinha e o pão são Reis! Trail Rota dos Espigueiros

 E uma experiência de correr numa pequena aldeia, no meio dos Milheirais, Espigueiros e Moinhos? É esta a proposta para quem se quiser aventurar no Trail Rota dos Espigueiros.

Esqueçam a alta montanha, os grandes declives, as vertigens… este Trail Running é diferente….
Há já alguns anos que pensava organizar uma prova de Trail  na minha aldeia natal. Afastado de Caparrosinha, Tondela, há já 12 anos, altura que vim trabalhar para a ilha da Madeira, não consigo esquecer a minha infância, os lugares onde fui crescendo, as pessoas mais velhas que ainda me chama de “Carlitos”. Há 30 anos atrás a aldeia estava cheia de juventude, de gritos, de brincadeira. Hoje tudo é diferente: escola fechada, população envelhecida e campos a ficarem abandonados… só os mais velhos resistem em manter as tradições, os moinhos a moer, os “lameiros” cheios de milho, as pequenas vinhas arranjadas.

O Trail Rota dos Espigueiros vai ser um momento de reencontro, de passagem pelos locais onde muitos brincaram horas a fio… simultaneamente uma motivação para a prática desportiva para os da Terra e uma experiência diferente para os mais treinados e habituados a corridas de rua e de trilhos.


O trajeto que desenhei divide-se em duas partes:

 Na primeira fase, que coincide com a prova MINI, serpenteamos a aldeia e os seus campos envolventes, com passagens por mais de 20 espigueiros, campos de milho, moinhos e atravessando os dois pequenos rios que serpenteiam a aldeia. Serão criadas umas “diversões” para a sua travessia.

Na segunda parte da prova, afastamo-nos da aldeia em direção à Barragem do Paúl, onde poderemos avistar garças, patos bravos e os achigãs a saltar da água. É uma zona com andamentos mais rápidos, mas onde se encontram as maiores dificuldades, quer pela distância já acumulada, quer por algumas subidas mais ingremes. Mas, nada que assuste, pois em 18Kms  a prova principal apenas tem 600m de desnível.





O que podemos encontrar de diferente no Trail da Rota dos Espigueiros?

Um imenso convívio! A prova vai ser também acompanhada por uma mega caminhada com centenas de pessoas de todo o Concelho de Tondela. Haverá também um grande almoço com porco no espeto e churrasco para todos os interessados.
Durante a prova vamo-nos cruzar por gentes simples, que vão estar a dar o seu apoio, e vão estar radiantes por voltar a ver a aldeia cheia! A ruralidade e a humildade cruzam-se! É o que vão ver por lá. Não estranhem se virem também nos abastecimentos presunto e vinho tinto. Poderá muito bem acontecer, oferta daquela gente boa!

Vertente Competitiva do Rota dos Espigueiros!


Quisemos dar uma vertente competitiva ao evento, trazendo alguns atletas com mais experiência e qualidade. Para isso, contamos com o nosso padrinho, o “alvo a abater”! O amigo e ex. colega de equipa nos juvenis, Rui Coimbra, aceitou o desafio. Campeão Nacional da Maratona em 2008 , o Rui começa a fazer as primeiras abordagens no Trail Running. Caso lhe ganhe o gosto, será certamente um dos grandes nomes da modalidade em Portugal, tal como o foi no fundo nacional.

Haverá prémios, claro que sim. Consultem o regulamento. Para além dos prémios/troféus para os primeiros classificados, haverá uma lembrança para todos os elementos da equipa mais numerosa (uma garrafa de um dos melhores néctares tintos da aldeia) e criaremos metas volantes, onde os primeiros a passar irão receber suplementos nutritivos oferta da http://www.boa-saude.pt/ e meias de compressão, oferta da http://runsox.eu/.

A inscrição é de 6€ para a prova MINI e 7€ para o TRAIL: oferta de t-shirt técnica , seguro de acidentes pessoais, abastecimentos…
O difícil nestes eventos é ter participantes na primeira edição, especialmente numa região onde o Trail Running não está fortemente implementado… daí utilizar o meu blogue para divulgar o evento.

Façam like na página para acompanharem as novidades e vão ficar surpreendidos. Acredito que muitos quererão passar um domingo diferente, no sopé da Serra do Caramulo.

Carlos Oliveira