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sábado, 15 de abril de 2017

O uso e abuso de bebidas e géis energéticos pelos atletas


É uma prática comum. Ingestão de géis e bebidas antes de provas, durante as provas, e até após as provas!

A verdade é que os géis desportivos devem ser utilizados quase exclusivamente em provas, salvo raras exceções, que se traduzem na experimentação em treino desses géis desportivos, para não se correr o risco de desarranjos intestinais ou indisposições durantes as provas. Já no respeita à sua importância, esta é inegável, especialmente em provas acima de uma hora de duração.






Como nem todos os géis e bebidas são iguais, é importante uma escolha correta!

O nosso organismo não consegue absorver uma quantidade superior a 60 gramas de glicose por hora. Ou seja, uma taxa de ingestão acima desse valor durante a prova não se traduzirá num maior aumento da oxidação de hidratos de carbono e poderá induzir um desarranjo gastrointestinal desnecessário.

 Como podemos então contornar esta situação?

Quando o limite de absorção de glicose está esgotado, é necessário recorrer à frutose, uma vez que utiliza transportadores diferentes da glicose a nível intestinal. Assim, a escolha de géis  desportivos que possuam uma formulação de glicose e frutose (numa razão de dois para um) permite que esta taxa de absorção seja maximizada para as 90 gramas/hora, com consequente melhoria da performance. Esta utilização mais intensa de energia, devam ser experienciada em provas mais longas e, como disse anteriormente, estes géis energéticos devem ser previamente utilizadas, para  “treinar” a aptidão do intestino em lidar com estas quantidades e evitar qualquer tipo de desconforto gastrointestinal.
Dois outros elementos muito importantes na escolha das bebidas e géis energéticos é  terem na sua composição maltodextrinas e cafeína.

Carlos Oliveira

Fonte: Pedro Carvalho Nutricionista e docente da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

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